Iniciativas de diversidade ampliam presença feminina e impactam inovação, competitividade e cultura nas empresas; Ações afirmativas seguem contribuindo para o aumento da presença feminina
O setor de logística, um dos mais estratégicos para a economia brasileira, vive uma transformação silenciosa, porém consistente: o avanço da presença feminina em um ambiente historicamente dominado por homens. Em meio a galpões, centros de distribuição e estradas, cresce o número de mulheres ocupando funções operacionais e cargos de liderança, impulsionando mudanças estruturais no setor.
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que as mulheres representam cerca de 24% da força de trabalho global em logística. Já um estudo da Solística, de 2024, aponta que apenas 15% dos cargos executivos são ocupados por mulheres, evidenciando que, apesar dos avanços, a desigualdade de gênero ainda é um desafio relevante.
Nas últimas décadas, essa participação tem evoluído, impulsionada por mudanças culturais e pela adoção de políticas de diversidade e inclusão. Ainda assim, barreiras como desigualdade salarial, baixa representatividade em posições estratégicas e estereótipos de gênero continuam limitando o avanço feminino no setor.

Nesse cenário, empresas que adotam políticas estruturadas de diversidade têm se destacado ao promover mudanças mais aceleradas. Um dos exemplos é a empresa Total Express, que vem consolidando a presença feminina como parte de sua estratégia de crescimento e inovação. No Mês da Mulher, a companhia reforçou iniciativas voltadas à equidade de gênero, evidenciando uma transformação cultural em curso.
Atualmente, as mulheres representam cerca de 47% do quadro da empresa e 38% das posições de liderança, números superiores à média do setor. Os dados refletem um avanço consistente, sustentado por metas claras, acompanhamento contínuo e ações voltadas à inclusão em diferentes níveis da organização.
O Censo de Diversidade e Inclusão de 2025 da companhia revela ainda que 46,3% dos colaboradores são mulheres, totalizando mais de 1.700 profissionais. Deste grupo, 63,9% se autodeclaram pretas ou pardas, indicando também avanços importantes na diversidade racial dentro da empresa.
A presença feminina também cresce nos níveis hierárquicos mais altos, com participação em cargos de coordenação, gerência e posições executivas. Esse movimento demonstra que a inclusão vai além da base operacional e começa a impactar diretamente a tomada de decisão e a estratégia das organizações.

Para a liderança da empresa, investir em diversidade é um diferencial competitivo. A ampliação da participação feminina contribui para fortalecer a cultura organizacional, estimular a inovação e ampliar a capacidade de resposta às demandas do mercado, cada vez mais dinâmico e complexo.
Entre as iniciativas que impulsionam esse avanço está o programa “Mulheres na Estrada”, que busca ampliar a presença feminina em funções operacionais, como a condução de veículos de carga. A proposta vai além da capacitação técnica, promovendo também a quebra de estereótipos e ampliando as possibilidades de carreira para mulheres no setor.
Outra frente relevante é o Núcleo Elas, que atua como uma rede interna de apoio e desenvolvimento, incentivando o protagonismo feminino e promovendo um ambiente mais inclusivo. Ao combinar ações estruturadas, escuta ativa e incentivo à liderança, iniciativas como essas mostram que a diversidade não é apenas uma pauta social, mas um fator estratégico para o futuro da logística.

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