Segundo levantamento da Veloe/Fipe, outros combustíveis como gasolina e etanol também apresentaram variações no período, mas com menor intensidade
O preço médio do diesel no Brasil chegou a R$ 7,17 por litro na segunda semana de março, refletindo os impactos da intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã no mercado global de petróleo. A alta ocorre mesmo após ações do governo federal para tentar segurar o avanço do combustível.
Levantamento do Monitor de Preços da Veloe, com apoio da Fipe, indica que o diesel custava, em média, R$ 6,06 antes do agravamento da crise, em 25 de fevereiro. Na primeira semana de março, subiu para R$ 6,13, avançou para R$ 6,95 no dia 11 e alcançou R$ 7,17 entre 14 e 15 de março.
Já a gasolina e o etanol, também registraram aumento no período, porém mais moderado. A gasolina passou de R$ 6,37 para R$ 6,64, enquanto o etanol foi de R$ 4,74 para R$ 4,78. De acordo com André Turquetto, CEO da Veloe, o diesel tende a reagir mais rapidamente às oscilações externas. “Por ser essencial para transporte e logística e ter oferta global mais ajustada, o diesel é mais sensível a tensões geopolíticas, como o atual cenário envolvendo Estados Unidos e Irã”, explica.

Diante da pressão, o Governo Federal anunciou medidas para reduzir o impacto. Entre elas, o zeramento de PIS e Cofins sobre importação e venda do diesel, além de uma subvenção a produtores e importadores. Segundo o Ministério da Fazenda, as ações podem reduzir o preço em até R$ 0,64 por litro, sendo metade via desoneração tributária e metade por subsídio. Ainda assim, não foram suficientes para frear a recente alta.
Ao mesmo tempo, a Petrobras reajustou o preço do diesel A em R$ 0,38 por litro para distribuidoras a partir de 14 de março. Com a mistura obrigatória de biodiesel, o impacto estimado é de R$ 0,32 no diesel vendido nos postos. Com o aumento, o valor médio do diesel A da estatal chega a R$ 3,65 por litro, representando cerca de R$ 3,10 no preço final ao consumidor.
Esse é o primeiro reajuste após um período prolongado de estabilidade. O último movimento havia sido uma queda em maio de 2025, enquanto o aumento anterior ocorreu em fevereiro do mesmo ano.

Super Motoristas
Comentarios