Caminhão semipesado está em testes no Paraná com sistema de autodireção que permite que ele não saia de um percurso de 2,5cm de precisão para os lados, pra não pisotear os brotos de cana durante o transbordo da colheita
É, pessoal, os caminhões autônomos chegaram ao Brasil: a Volvo revelou, na Fazenda Santa Terezinha, no interior do Paraná, seu projeto de caminhão que é dirigido por um sistema especialmente projetado pela engenharia brasileira, e que faz com que o veículo não saia da rota e não estrague os brotos de cana, evitando prejuízo de 4 a 10% para o Grupo Usaçucar.
O sistema é composto por duas antenas GPS de alta precisão (GNSS/RTK), parte do sistema VDS (Volvo Dynamic Steering, o sistema de esterçamento da marca), dois giroscópios de alta sensibilidade e um display posicionado no interior da cabine do caminhão, que funciona como interface homem-máquina.
Além de parte do VDS da Volvo Trucks, o novo veículo assimilou, por exemplo, o Co-Pilot da Volvo Construction Equipment, e também dispositivos da Volvo Penta e da Volvo Bus, respectivamente para o posicionamento do caminhão nos mapas e para a integração na arquitetura eletrônica do veículo.
O VM Autônomo utiliza a tecnologia RTK (Real Time Kinematics) para geolocalização. Usando unidades de medição de inércia, os chamados giroscópios, o sistema identifica detalhadamente a inclinação e o deslocamento do veículo, tanto da cabine como do chassi, bem como seu movimento relativo, inclusive a angulação do terreno. O controle lateral do caminhão é extremamente preciso, justamente para que os pneus não passem por cima das soqueiras.
Mas vamos devagar, porque, ao contrário do que muita gente possa pensar, o sistema de direção autônoma não vai tirar o emprego do motorista. Ele fica o tempo todo em sua posição, monitorando a operação e atuando quando necessário pra ajustar a aceleração, a velocidade e outros parâmetros.
Leonardo Andrade - Editor-chefe do Planeta Caminhão leonardo@planetacaminhao.com.br
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