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Clássico da Chevrolet, C60 1979 ganha nova vida em projeto totalmente personalizado

Clássico da Chevrolet, C60 1979 ganha nova vida em projeto totalmente personalizado

Com um visual rebaixado e turbinado, o caminhão de Gui Madalozzo foi um dos destaques do 4º Encontro de Caminhões Antigos em São José dos Pinhais

Um Chevrolet C60 1979, chamou a atenção em um evento que reuniu veículos clássicos e antigos em São José dos Pinhais. O exemplar é a prova viva de que caminhão clássico também pode ser expressão de personalidade. Sabe aquele caminhão que você bate o olho e já entende que ali tem história, paixão e identidade? Totalmente adaptado, o C60 de Gui Madalozzo foi transformado para refletir o jeito, o gosto e a personalidade de quem está atrás do volante, mostrando que caminhão antigo também é forma de expressão.

Logo de cara, o C60 desperta curiosidade e impressiona pela presença que impõe. Não é apenas mais um antigo bem conservado: é uma peça única, é um caminhão que foi transformado para atender o dia a dia, mas com personalidade própria. Cada modificação tem um propósito, seja estético, funcional ou emocional, e isso fica claro assim que o caminhão aparece no evento.

A base segue sendo a carcaça do robusto Chevrolet C60, conhecido por sua resistência, simplicidade mecânica e presença marcante nas estradas brasileiras. Mas, neste projeto, o clássico ganhou nova vida com adaptações que fogem do padrão, mostrando que o conceito de “antigo” pode ir muito além da restauração original de fábrica.

Gui Madalozzo não esconde: do caminhão original, restaram apenas a carcaça e o documento. Todo o resto foi pensado, modificado e adaptado aos poucos, conforme surgiam ideias, peças disponíveis e novas inspirações. “Ele tem um pouco de cada coisa”, define o proprietário, resumindo bem o espírito do projeto, que mistura referências, soluções criativas e reaproveitamento inteligente.

Logo na dianteira, os faróis instalados nas extremidades chamam atenção e fogem totalmente do padrão. O visual ganha ainda mais identidade com o para-choque original alongado para baixo, reforçando a presença do caminhão e deixando o conjunto mais agressivo. Nada aqui foi comprado pronto: tudo foi adaptado, ajustado e construído para caber exatamente na proposta.

As lanternas traseiras são outro exemplo dessa criatividade sem limites. Elas vieram de um Iveco e originalmente são usadas atrás da cabine de caminhões mais modernos. “Às vezes sobra peça, e eu fui adaptando”, conta Gui, mostrando como o reaproveitamento virou marca registrada do C60. O mesmo conceito aparece em outros pontos do caminhão, como o escape, cuja ponteira veio de um Volvo FH, e plataformas reaproveitadas e redesenhadas.





Na mecânica, o coração do clássico é um motor diesel Mercedes-Benz 352, conhecido como 11.13, já instalado desde a época em que o caminhão foi adquirido. O motor segue na posição original, com sistema totalmente a ar e turbina, mantendo a essência robusta e confiável, mas com tempero extra. Para usar rodas mais modernas, foi necessária a criação de flanges especiais, já que o eixo original é de seis furos, trabalho feito sob medida.

A suspensão é um capítulo à parte. O eixo original passou por modificações para permitir que o caminhão “baixe” de verdade, num estilo que o próprio dono compara ao “gol de ônibus”. Bolsas de ar de carreta foram adaptadas para garantir grande curso de suspensão, permitindo ao C60 encostar no chão quando parado e levantar o suficiente para rodar. Tudo pensado para equilíbrio entre visual extremo e funcionalidade.

Nada nesse caminhão foi feito com pressa e, segundo o próprio Gui, ele nunca termina. Sempre surge uma ideia nova, um ajuste, uma melhoria. O acabamento propositalmente mais cru também é escolha consciente: sem pintura perfeita, o caminhão evolui com o tempo, sem medo de riscos ou marcas. “Aparece um risco, eu lixo, passo um aço e sigo”, resume.

Rodando, o C60 chama atenção por onde passa. Mesmo com suas limitações de velocidade, o clássico atrai olhares, buzinas e celulares apontados. É mais do que um caminhão antigo: é uma extensão da personalidade do dono, um projeto vivo, em constante transformação, que prova que cada caminhão pode — e deve — carregar a alma de quem o constrói.



 

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