Valor é o maior registrado em 2025 e representa alta de 1,78% em relação a novembro
O preço médio do frete rodoviário por quilômetro rodado encerrou dezembro de 2025 em R$ 7,44 no Brasil. O dado, divulgado na mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em informações da plataforma Repom, representa uma alta de 1,78% em relação a novembro e marca o maior valor registrado ao longo de todo o ano.
Na comparação com o início de 2025, o avanço é ainda mais expressivo. Em janeiro, o preço médio do frete por quilômetro rodado era de R$ 6,97, o que significa um crescimento acumulado de 6,74% ao longo do ano. O movimento confirma a trajetória de elevação dos custos logísticos e a maior pressão sobre o setor de transporte rodoviário de cargas.
Segundo o Índice de Preços do Transporte Logístico (IPTL), o resultado de dezembro reflete um cenário de custos ainda elevados, mesmo com a relativa estabilidade do preço do diesel no período. A combinação entre demanda mais forte que o habitual para o mês e a manutenção da taxa de juros em patamares elevados ajudou a sustentar a alta do frete.
“Apesar da estabilidade do diesel, o valor do frete avançou impulsionado por uma demanda acima do padrão para dezembro e pelos juros ainda elevados, que seguem impactando os custos logísticos”, explica Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom. Tradicionalmente, o último mês do ano concentra maior movimentação de cargas, o que reforça a pressão sobre preços.

No recorte anual, os números mostram um setor mais aquecido. A média do frete praticado em 2025 ficou em R$ 7,28, valor 14,46% superior à média registrada em 2024, que foi de R$ 6,36. O avanço expressivo indica não apenas aumento de demanda, mas também custos estruturais mais elevados ao longo de todo o ano.
Para o início de 2026, a expectativa é de que novas pressões recaiam sobre o transporte rodoviário. Entre os fatores de atenção estão o aumento do ICMS sobre os combustíveis e as projeções de mais uma safra agrícola positiva, o que tende a elevar a demanda por viagens de frete em diferentes regiões do País.
“O avanço da média anual em 2025 indica um setor mais aquecido, porém ainda desafiador do ponto de vista de custos. Para 2026, o cenário exige atenção, pois há fatores que podem pressionar ainda mais os preços do frete”, conclui Fernandes.
O Índice de Frete Rodoviário da Edenred é construído a partir de dados exclusivos de cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Repom. A empresa integra a linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil e atua há 30 anos na gestão e no pagamento de despesas do transporte rodoviário de cargas.
Os dados reforçam que, mesmo diante de oscilações no mercado de combustíveis, o frete segue sensível à dinâmica da economia, à demanda por transporte e ao ambiente financeiro, fatores que continuam moldando os custos logísticos no Brasil.

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