Novo pedágio sem cancela na BR-381 deve receber 250 mil motoristas; Empresas apostam em tags de serviço para baratear custos com pedágio
A partir do segundo semestre, motoristas que trafegam pela Rodovia Fernão Dias (BR-381) encontrarão um cenário bem diferente. A concessionária Nova 381 começa a operar cinco novos pórticos de pedágio eletrônico no modelo Free Flow, que se somarão aos já existentes, totalizando nove pontos de cobrança no trecho paulista e mineiro. O sistema, sem cabines e cancelas, promete reduzir filas, mas também traz um impacto direto no custo das viagens e no lucro final dos caminhoneiros.
O modelo Free Flow vem sendo defendido como uma solução para aumentar a fluidez, já que o pagamento é registrado automaticamente pela leitura da placa ou pela utilização de tags eletrônicas. No papel, a ideia até que é boa: evitar paradas, facilitar o pagamento dos pedágios e melhorar a experiência de condução. Porém, na prática, a ampliação da quantidade de pontos de cobrança desperta críticas de motoristas e transportadores.
Antes, quem cruzava a Fernão Dias no trecho que percorre o estado de São Paulo, parava em duas praças de pedágio: O primeiro em Mairiporã e o segundo em Vargem. Agora, a mesma viagem será fracionada em várias cobranças, o que pode elevar significativamente o valor total do pedágio. A concessionária ainda não divulgou os valores oficiais, mas a estimativa é que a tarifa por passagem sob um pórtico seja de aproximadamente R$ 0,15 por km para veículos leves.
Segundo estimativas, somadas as tarifas de todos os pórticos da rodovia, o valor pode variar entre R$ 10,75 e R$ 13,75 para veículos leves. Parece pouco à primeira vista, mas multiplicando pelo número de pórticos, o custo por viagem pode dobrar ou até triplicar, dependendo do trajeto percorrido. Para caminhoneiros que utilizam a rodovia diariamente, isso representa um acréscimo considerável nos custos operacionais.

A Nova 381 afirma que o novo sistema faz parte de um pacote de investimentos de R$ 9,5 bilhões ao longo de 30 anos, que inclui duplicações, obras de segurança, passarelas e pontos de apoio. No entanto, muitos usuários questionam se a contrapartida justifica o aumento da despesa no curto prazo.
O Free Flow está se expandindo também para outras rodovias paulistas, como Raposo Tavares, Régis Bittencourt e estradas do Litoral Paulista, onde estão previstos mais de 15 novos pontos de cobrança. A tendência é que a experiência na Fernão Dias sirva de modelo para outras concessões.
Especialistas em mobilidade alertam que, embora o Free Flow traga benefícios operacionais, a implantação deve ser acompanhada de uma revisão na política tarifária, para que a comodidade não se torne um fardo financeiro para o usuário. Em países onde o sistema é consolidado, como Portugal e Alemanha, há limites claros de custo e cobrança proporcional ao uso efetivo da rodovia.

Soluções para reduzir custos
Para tentar reduzir o impacto, concessionárias e operadoras de pagamento como a ConectCar, SemParar, Veloe e outros, oferecem descontos para quem utiliza tags eletrônicas. Ainda assim, o abatimento costuma ser pequeno frente ao aumento do número de praças de pedágio. Transportadoras e autônomos calculam que o acréscimo nos custos com pedágios pode afetar diretamente o preço do frete. Isso pode gerar efeito em cadeia, elevando os valores de produtos transportados e diminuindo a competitividade de algumas rotas.
Outro ponto de crítica é a cobrança para ambos os sentidos de tráfego. No modelo anterior, havia rotas em que o motorista pagava apenas na ida ou na volta. Com o Free Flow, a tarifação bidirecional aumenta ainda mais a despesa. Por outro lado, não se pode ignorar que a ausência de paradas elimina filas, reduz o consumo de combustível e o desgaste de componentes mecânicos — benefícios que, para alguns, compensam parte do custo adicional.
A chegada do Free Flow na Fernão Dias marca uma mudança importante no transporte rodoviário brasileiro, mas reforça um dilema: até que ponto a modernização vale o peso extra no orçamento de quem vive na estrada? O Planeta Caminhão seguirá acompanhando o tema, trazendo análises, entrevistas e as experiências reais de caminhoneiros e empresas frente a essa nova realidade.

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