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"Finance Baixo Carbono": BNDES flexibiliza regras no financiamento de elétricos

Conexão ANFAVEA apresenta principais alterações para o setor de mobilidade

 

A redução de carbono tem sido uma preocupação cada vez maior entre diversos setores econômicos e sociais do país. E no segmento de transportes não seria diferente. Afinal, o setor automotivo impacta - e é impactado - diretamente por leis que buscam a descarbonização. Estar alinhado às metas globais de sustentabilidade é o interesse da maioria das empresas, que abrem os olhos para frotas cada vez mais sustentáveis.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), sabendo da importância de debater esse tema e de entender melhor como os segmentos econômicos ligados ao setor de transporte podem contribuir com a economia sustentável, realizou nesta sexta-feira (28), mais uma edição do Conexão ANFAVEA e trouxe informações sobre a nova linha do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), a Finame Baixo Carbono, um programa de financiamento para a aquisição de máquinas e equipamentos que contribuam para a redução da emissão de carbono.

O encontro foi conduzido pelo Presidente da ANFAVEA, Luiz Carlos Moraes e contou com a participação dos executivos do BNDES: Tiago Peroba, Chefe do Departamento de Clientes e Relacionamento Institucional e Martha Madeira, Gerente de Credenciamento de Equipamentos, que deram diversos detalhes sobre as mudanças ocorridas nas regras de financiamento e cadastramento de produtos de baixo carbono, para se adequar a novas demandas de diversos setores econômicos, em especial, o de transportes.

A mobilidade de baixo carbono impacta diretamente no mercado automotivo, e empresas do segmento que tenham projetos para a redução de carbono utilizando por exemplo a eletrificação de frotas, terão acesso ao credenciamento e análise de financiamento de produtos. Com isso, o setor automotivo tem a oportunidade de expandir e desenvolver ainda mais a utilização de elétricos do país. Criado em 2018, aprovado em 2019, o Finame Baixo Carbono tem o objetivo de estimular a descarbonização e investir em tecnologias de baixa emissão de carbono.

Além disso, o sistema do BNDES quer incentivar o credenciamento no BNDES de produtos que tragam soluções sustentáveis eficientes, mas que ainda não tenham sido descritas nas regras de financiamento. Para facilitar o acesso de Micro, Pequenas e Médias empresas, sofreu alterações em suas regras para se adaptar ao momento e às demandas encontradas no setor. A mudança vai aumentar o acesso de empresas que tenham projetos de utilização de tecnologia sustentável.

No setor de mobilidade, onde se encaixa o mercado automotivo e de transportes, as atualizações no sistema vão  permitir o financiamento de caminhões elétricos, híbridos ou outros modelos com tração elétrica; Veículos para logística industrial, máquinas agrícolas, caminhões movidos exclusivamente a biocombustível e veículos pesados a gás e respectivos equipamentos de abastecimento, além de outras máquinas e equipamentos.

O que pode ser financiado pelo Finame Baixo Carbono?

O BNDES explicou que a ideia do credenciamento e financiamento do Finame não é focar em um segmento ou tecnologia específica e sim, abranger diversas áreas de desenvolvimento, como Energia, Infraestrutura e Mobilidade. Dentro do BNDES Finame Baixo Carbono é possível conseguir financiamento para aquisição e comercialização de ônibus e caminhões elétricos, híbridos e movidos exclusivamente a biocombustível e demais máquinas e equipamentos com maiores índices de eficiência energética ou que contribuam para redução da emissão de gases de efeito estufa. Todos os produtos devem ser novos, de fabricação nacional e credenciados no Credenciamento Finame (CFI) do Sistema BNDES.

Na área de Mobilidade, pelo FINAME é possível ter acesso ao financiamento de Produtos de Baixa Emissão de Carbono como: ônibus e caminhões elétricos, híbridos ou outros modelos com tração elétrica, ônibus e caminhões movidos exclusivamente a biocombustível, veículos pesados a gás e respectivos equipamentos de abastecimento, e demais máquinas e equipamentos - exceto ônibus e caminhões - com maiores índices de eficiência energética ou que contribuam para redução da emissão de gases de efeito estufa; 

Além desses - já descritos pela nova regra - é possível solicitar financiamento de itens credenciados no CFI do BNDES na categoria de metodologia específica de Mobilidade de Baixo Carbono; O CFI é um banco de dados do BNDES no qual estão registrados os Fornecedores, bem como seus Produtos, para fins de financiamento à produção ou à comercialização pelo Sistema BNDES, possibilitando que os equipamentos, máquinas, componentes e sistemas possam ser financiáveis pelas linhas BNDES Finame.

O CFI também funciona como fonte de pesquisa para a criação de novas regras, novas adaptações e atualizações dos processos de financiamento, como ocorrido em 2021. Por exemplo, reboques e semirreboques não estão inseridos nas regras de financiamento atuais. Mas, os executivos do BNDES informaram que estudos estão sendo realizados para entender as demandas e a necessidade de desenvolvimento tecnológico sustentáveis para esses produtos. Por isso, sugerem que a empresa dessa cadeia produtiva com interesse em investimento, se cadastre no Finame do BNDES para que o banco possa entender as necessidades do segmento.

Como tentar o financiamento?

Se você é um micro pequeno ou médio empresário, pode enviar sua solicitação pelo Canal MPME, onde é preciso informar a necessidade de crédito, cadastrar a proposta completa, escolher uma opção de perfil de financiamento mais adequada ao que precisa e encaminhar o pedido para o BNDES. (Clique para acessar o Canal MPME). (https://ws.bndes.gov.br/canal-mpme/#/home)

Ou dirija-se à instituição financeira credenciada de sua preferência, com a especificação técnica (orçamento ou proposta técnico-comercial) do bem a ser financiado. A instituição informará a documentação necessária, analisará a possibilidade de concessão do crédito e negociará as garantias. Após aprovada, a operação será encaminhada para homologação e posterior liberação dos recursos pelo BNDES.

Condições De Financiamento

O Finame do BNDES oferece até 100% de participação máxima, dependendo das qualificações do seu cadastro. Ou seja, o cliente vai poder solicitar ao agente financeiro o financiamento do valor do item. Cada operação tem um limite de financiamento de R$ 20 milhões e o mesmo cliente pode fazer várias operações, desde que o valor total não ultrapasse R$ 150 milhões por cliente.

O prazo máximo para o financiamento é de 10 anos e o prazo máximo de carência é de 2 anos. Até 30% do capital de giro pode ser associado, mas quem decide esses prazos e valores finais é o agente financeiro, não o BNDES. A garantia é de livre negociação entre a instituição financeira credenciada e a beneficiária do financiamento, observadas as normas pertinentes do Conselho Monetário Nacional.

Conexão ANFAVEA

O Conexão ANFAVEA é um espaço criado pela associação para debater temas e novidades para o setor automotivo. Diversos temas já foram discutidos no encontro, como economia, mobilidade, comportamento do consumidor, diversidade no mercado de trabalho dos setores automotivos, etc.

O encontro reúne representantes de empresas de diversos setores do mercado de transportes, além de jornalistas e pessoas ligadas ao setor automotivo que se interessam e divulgam as informações mais importantes desses segmentos.

Mas agora quero saber, o que você achou das novas regras para o Finame do BNDES? Você acredita que com essa iniciativa o segmento de elétricos deslancha de vez? Comenta aqui e compartilha essa novidade com seus amigos do trecho. Até a próxima.


Conexão ANFAVEA com o tema “BNDES flexibiliza as regras do Finame Baixo Carbono”


Principais Alterações nas Regras de Financiamento para o Finame Baixo Carbono do BNDES

Direto da Redação Planeta Caminhão

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