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Rodovias do Paraná estão sem cobrança de pedágio

Rodovias do Paraná estão sem cobrança de pedágio

Entre as 14 praças desativadas, está a que tinha o pedágio mais caro do Estado

Os motoristas que passaram pelas rodovias paranaenses na madrugada de domingo (28), encontraram vazias as 14 cancelas existentes e devem ficar cerca de um ano sem a necessidade de pagar pedágio. As rodovias administradas pela Econorte, Viapar e Ecocataratas por 24 anos, ficarão sem cobrança de pedágio após o fim da concessão e não renovação do contrato. Entre as praças desativadas, está a que tinha o pedágio mais caro do estado.

Por volta das 23h, uma fila se formou próximo às catracas da praça de pedágio da Ecovia, na BR-277, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Os motoristas realizaram um buzinaço, que colocou fim a cobrança de tarifas em todas as rodovias que passam por território paranaense. Caminhões, carros e motos precisam reduzir a velocidade e passar pelas pistas laterais, já que há um bloqueio no acesso às cabines.

A partir das 00h de sábado, os trechos administrados pela Viapar e Ecocataratas ficarão sob responsabilidade dos governos estadual e federal. Já as rodovias do lote da Econorte continuarão com serviços prestados pela concessionária, mas também sem cobrança de pedágio. A Polícia Rodoviária Federal montou operação para acompanhar o término da cobrança do pedágio e aumentou o efetivo nas proximidades das praças.

As primeiras praças fechadas foram as de Jacarezinho, Jataizinho e Sertaneja (administradas pela Econorte); Arapongas, Mandaguari, Presidente Castelo Branco, Floresta, Campo Mourão e Corbélia (pela Viapar) e São Miguel do Iguaçu, Céu Azul, Cascavel, Laranjeiras do Sul e Candói (pela EcoCataratas).

No começo do domingo, foram liberadas as praças de Prudentópolis/Relógio, Irati, Porto Amazonas, Imbituva e Lapa (relativos à Caminhos do Paraná), Balsa Nova, Palmeira, Carambeí, Jaguariaíva, Tibagi, Imbaú e Ortigueira (Rodonorte) e de São José dos Pinhais (Ecovia).

A Econorte e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) fecharam um acordo no início deste mês para que a concessionária preste serviços de atendimento pré-hospitalar e de guincho em troca de uma obra de R$ 14 milhões que não será feita. As rodovias estaduais serão de responsabilidade do DER-PR, e as federais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os órgãos abriram uma série de licitações para a prestação de serviços de manutenção e socorro nas estradas.

O resultado da licitação foi divulgado em novembro. As empresas vencedoras vão fazer a conservação do pavimento, controle de vegetação próxima às pistas, drenagem e sinalização dos trechos. O valor total dos cinco lotes ficou em R$ 93.491.447,26 para execução de serviços ao longo de 730 dias (dois anos). São 2,3 mil quilômetros das concessões que estão terminando e outros 1 mil quilômetros de novos trechos.

A expectativa é que o pregão ocorra em 2022, com tarifas que sejam de 40% a 50% mais baratas que se pagava nas concessões que estavam em vigor. Os contratos de pedágio vão ser divididos em seis lotes, que vão a leilão separadamente. A decisão de cada um dos lotes será feita por disputa livre na bolsa de valores. Vence a empresa que conceder o maior desconto na tarifa base.

Além disso, serão criadas 15 novas praças de pedágio no estado. Entre as obras previstas no pacote, estão a duplicação de quase 1,8 mil quilômetros e a instalação de rede de internet wi-fi em todos os trechos de concessão.

Em caso de acidentes ou emergências, a orientação é que os usuários das rodovias acionem a Polícia Rodoviária Federal, nas estradas federais, pelo 191; a Polícia Rodoviária Estadual, nas estradas estaduais, pelo 198, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

É importante lembrar que, no Paraná existem rodovias pedagiadas que não fazem parte do Anel de Integração. Nesses casos, a cobrança de tarifa segue normalmente.

 

 

Direto da Redação do Planeta Caminhão

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