Mercedes-Benz

Grandes Brasileiros: Mercedes-Benz 1519, o Brejeirona

Grandes Brasileiros: Mercedes-Benz 1519, o Brejeirona

Produzido entre 1973 e 1986, o Mercedes-Benz 1519 reinou nas estradas durante esse período, no segmento de veículos tratores para carreta de dois eixos. Com peso bruto total (PBT) de 15 toneladas e capacidade máxima de tração (TMC) de 32 toneladas, o Pesado podia ser adquirido em três versões: L, LK e LS.

O 1519 foi uma das dezenas de versões de caminhões com cabine AGL comercializadas pela Mercedes-Benz entre 1964 e 1989. O primeiro foi o icônico 1111 (veja mais detalhes aqui). Todas as versões podiam ser equipadas com terceiro eixo, que elevava o PBT para 22 toneladas.

Mercedes-Benz 1111 restaurado pela própria Mercedes-Benz

Na versão L, o 1519 estava disponível em quatro distância de entre eixos: 3,6m, 4,2m, 4,83m e 5,17m. A versão LK, com 4,2m de entre eixos, contava com tomada de força de série, para acionar equipamentos hidráulicos e mecânicos como básculas, guindastes, escadas retráteis, compactadores de lixo, entre outros.

Pela versatilidade, essa versão se destacou no setor de transporte com carrocerias tipo graneleira e caçamba basculante. Até meados da década de 1990, era comum encontrar o 1519 nas ruas, avenidas e estradas brasileiras, carregando todo tipo de carga.

 A versão LS do 1519, na configuração cavalo mecânico, era a mais cobiçada, pela cabine leito com duas camas, e entre eixos de 4,2 m. Havia ainda a versão de cabine simples, com entre eixos de 3,6m.

O motor não era dos mais potentes para tanto peso. Mas, na época, era o que havia disponível, o OM 355-5, um aspirado de cinco cilindros, de 9,7l, (128mm de diâmetro x 15mm de curso), taxa de compressão de 16:1, que rendia 192 cv de potência (DIN) ou 215 cv (SAE), a 2.200 rpm e torque máximo de 67 kgfm a 1.400 rpm, acoplado a uma transmissão tipo caixa seca de 6 marchas, o ZF – S609, com opcional multiplicador GV-80.

 

foto de pastorecc.com.br

A condução do 1519 não era fácil. Carregado, sofria para superar ladeiras e sem nenhum tipo de assistência na direção e sem caixa sincronizada, o motorista era obrigado a ‘pegar a manha’ do caminhão. Outra característica é o barulho e imenso calor na cabine, por conta da proximidade do motor, que fica logo abaixo da cabine.

A publicidade da época destacava o baixo consumo do motor 5 cilindros e, principalmente, a rentabilidade do 1519. “Os Mercedes-Benz 1519 são os veículos pesados que mais viajam com carga total na ida e na volta”, diziam. E ainda prometiam maior lucro por tonelada transportada, e alto valor de revenda, com garantia de excelentes condições de operação por muitos anos.

Em 1982 chegou a hora da reestilização. Os faróis redondos deram lugar a um conjunto de quatro faróis retangulares com máscara, que ficaram conhecidos como “Cara Preta”.

No final de 1986, o 1519 foi relançado como 1520, uma artimanha da Mercedes-Benz para driblar a política de não aumento de preços da época do Plano Cruzado.

Curiosidade:

O 1519 foi carinhosamente apelidado de Brejeira. Por ter sido muito utilizado nas safras de arroz, este modelo enfrentou muito brejo, daí o apelido de Brejeira ou Brejeirona.

Curiosidade 2:

Muitos proprietários da versão LS-1519 transformaram o cavalo-mecânico em caminhão trucado 6x2, para aproveitar a cabine-leito.

Direto da Redação do Planeta Caminhão.

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