Entidades que representam as empresas de transporte se reuniram no Rio de Janeiro para debater a defasagem dos fretes por conta dos custos

Os representantes das empresas de transporte brasileiras estiveram reunidos esta semana no Rio de Janeiro para um debate do CONET (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), famoso por conta dos direcionamentos relacionados ao frete.
Os transportadores apresentaram uma pesquisa realizada com as empresas para saber as necessidades atuais do setor e as reais condições de remuneração dos fretes. Entre os números apresentados, foi analisada uma defasagem de 20,89% nos fretes de carga lotação e 7,72% para carga fracionada.
De acordo com a pesquisa, 70,5% das empresas entrevistadas tiveram queda no faturamento e 91% diminuíram de tamanho. “Esses números são consequência da crise, que diminuiu em grande escala o volume de carga transportada. Com isso, as empresas tiveram que se adequar e reduzir de tamanho”, explica Lauro.
Com a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e o pagamento do frete ficou prejudicado. 54,7% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que representa 14,3% do faturamento. Em média, as empresas demoram 26,7 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 38,7% delas estão com parte da frota parada e 33% sofrem com alguma ação trabalhista.
Leonardo Andrade - Editor-chefe do Planeta Caminhão
leonardo@planetacaminhao.com.br
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