Mesmo com redução nos índices de acidentes nas rodovias federais, setor alerta para a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização
Os números de acidentes nas rodovias brasileiras seguem acendendo um alerta para o setor de transporte rodoviário de cargas. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que, somente em 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais do país, resultando em 6.044 mortes e mais de 83 mil pessoas feridas. Apesar da redução em relação ao ano anterior, os índices ainda são considerados elevados e reforçam a necessidade de ampliar as ações voltadas à segurança viária.
O cenário brasileiro acompanha uma preocupação global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,3 milhão de pessoas morrem todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito em todo o mundo. Nesse contexto, o movimento Maio Amarelo ganha relevância ao promover conscientização e estimular discussões sobre responsabilidade no trânsito.
Criada a partir de uma mobilização da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011, a campanha internacional chega à edição de 2026 com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. A proposta busca ampliar a percepção coletiva sobre respeito, empatia e atenção nas vias, envolvendo motoristas, pedestres, ciclistas, motociclistas e empresas do setor de transporte.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no entanto, especialistas destacam que a segurança viária precisa ser tratada como prioridade durante todo o ano. A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) avalia que campanhas de conscientização possuem papel estratégico para ampliar o debate público, mas ressalta que a redução efetiva dos acidentes depende de ações contínuas dentro das operações logísticas.
Segundo Carlos Panzan, presidente da FETCESP, o Maio Amarelo contribui para manter a pauta da segurança em evidência e reforça que o trânsito seguro é uma responsabilidade compartilhada entre todos os usuários das rodovias. Para o executivo, no setor de transporte de cargas, essa conscientização se torna ainda mais relevante diante da dimensão operacional das atividades e da importância do segmento para o abastecimento nacional.
“Campanhas como o Maio Amarelo têm um papel fundamental porque ajudam a manter o tema da segurança viária em evidência e reforçam que trânsito seguro é uma responsabilidade coletiva. No transporte rodoviário de cargas, essa conscientização ganha ainda mais relevância pela dimensão operacional do setor e pela importância para o abastecimento do país. Acidentes geram impactos humanos extremamente graves, além de prejuízos operacionais, econômicos e logísticos. Por isso, iniciativas de conscientização são importantes para reforçar que preservar vidas deve estar sempre no centro das operações”, afirma Panzan.

Entre os principais fatores de risco envolvendo veículos de carga estão a falta de manutenção preventiva, excesso de velocidade, distrações ao volante e o uso do celular durante a condução. O setor também chama atenção para problemas estruturais das rodovias brasileiras, como sinalização inadequada e condições precárias de infraestrutura, além do aumento no fluxo de veículos leves em corredores logísticos de grande movimentação.
A FETCESP destaca ainda que a segurança nas estradas não depende exclusivamente dos motoristas. O tema envolve toda a cadeia operacional do transporte, incluindo planejamento logístico, gestão das empresas, fiscalização, investimentos em infraestrutura e conscientização dos diferentes usuários das vias.
Para ampliar a segurança operacional, empresas do setor vêm investindo cada vez mais em programas de treinamento, reciclagem de motoristas, controle de jornada, manutenção preventiva e tecnologias de monitoramento. Sistemas de telemetria e acompanhamento em tempo real já permitem identificar comportamentos de risco, como frenagens bruscas e excesso de velocidade, contribuindo para a prevenção de acidentes.
“A construção de uma cultura de segurança exige atuação contínua das empresas. Entre as principais boas práticas estão programas permanentes de treinamento e reciclagem, acompanhamento da jornada operacional, manutenção preventiva rigorosa da frota e utilização de tecnologias de monitoramento e telemetria. Hoje, muitas empresas já utilizam sistemas inteligentes capazes de acompanhar o comportamento de condução, frenagens bruscas, excesso de velocidade e padrões de risco em tempo real. Empresas que desenvolvem essa cultura conseguem reduzir acidentes, melhorar produtividade e criar um ambiente operacional mais eficiente e sustentável”, finaliza Panzan.
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