Medida afeta o transporte de cargas em todo o Brasil, aumentando a segurança das operações, mas gerando preocupação com custos adicionais para caminhoneiros e empresas.
O transporte rodoviário é o coração da logística brasileira. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), mais de 60% das cargas do país circulam sobre rodas, com uma frota estimada em 2,2 milhões de caminhões em operação. Nesse cenário, qualquer nova regulação impacta diretamente o setor — como é o caso da Resolução nº 6.068/2025, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que torna obrigatória a contratação de seguro por transportadores de cargas.
Para a ANTT, a medida tem como objetivo reforçar a segurança das operações e garantir maior proteção financeira em casos de acidentes, sinistros e danos a terceiros. A partir de agora, todas as transportadoras e operadores logísticos deverão comprovar a existência de uma apólice ativa de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCV). Caso contrário, o embarcardor — responsável pela emissão do MDF-e — precisará arcar com esse custo, o que inevitavelmente encarece o frete.
A Resolução publicada em 17 de julho de 2025, altera dispositivos da Resolução 5.982/2022 para regulamentar procedimentos do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), e cria uma exigência formal e expressa de contratação de três seguros como condição para inscrição ou manutenção no RNTRC:
• RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga)
• RC-DC (Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga)
• RC-V (Responsabilidade Civil de Veículo) — é o ponto mais recente e que traz maior repercussão.
De um lado, a resolução é vista como um avanço na profissionalização do setor. Do outro, traz preocupações com o aumento dos custos operacionais, especialmente para pequenas e médias transportadoras. “Essa medida reforça a importância do seguro como elemento essencial de uma logística moderna e eficiente. Mas também exige um esforço de adaptação por parte das empresas”, explica Anderson Dineis, gerente de negócios da TruckPag Seguros, startup especializada em soluções financeiras para frotas pesadas.

Segundo Dineis, o seguro é hoje uma ferramenta estratégica que vai muito além da cobertura contra acidentes. As apólices disponíveis no mercado abrangem desde proteção ao caminhão e seus condutores até coberturas específicas para terceiros ou cargas transportadas. “Os benefícios são inúmeros, mas o principal é garantir que, em situações delicadas como colisões ou perda de carga, o condutor e a transportadora tenham respaldo financeiro e atendimento técnico imediato”, explica.
As seguradoras também vêm ampliando o escopo de seus serviços, oferecendo treinamentos personalizados para motoristas, suporte técnico e programas de prevenção de acidentes. Em muitos casos, as transportadoras recebem relatórios de desempenho e alertas preditivos sobre fadiga, comportamento de direção e risco de incidentes. “Hoje o seguro está muito mais conectado à operação. É parte de uma estratégia de eficiência e segurança, não apenas uma exigência burocrática”, acrescenta o executivo.
Outro ponto que vem ganhando força é a adoção de inteligência artificial e big data na precificação e gestão de riscos. A tecnologia tem permitido uma avaliação mais precisa do perfil da frota e do comportamento dos motoristas, reduzindo o índice de sinistros e ajustando os valores das apólices de forma mais justa. “É uma tendência que deve se consolidar. O seguro deixa de ser algo genérico e passa a refletir a performance da operação”, destaca Dineis.
No entanto, nem tudo são facilidades. Especialistas do setor apontam que a nova obrigatoriedade aumentará o custo do frete, impactando tanto transportadoras quanto embarcadores. Para pequenas empresas e autônomos, o desafio será ainda maior: muitos atuam com margens apertadas e terão dificuldade em absorver mais uma despesa fixa.
Por outro lado, a ausência de seguro pode sair ainda mais cara. Em casos de acidentes, roubos ou avarias, o prejuízo financeiro pode comprometer toda a operação e inviabilizar o negócio. A cobertura contratual passa a ser vista como um instrumento de proteção ao patrimônio e à reputação da empresa, além de uma garantia de continuidade das atividades.

O mercado, que já vinha em crescimento, deve registrar aumento na demanda por seguros de transporte nos próximos anos, impulsionado pela resolução e pela busca das empresas por mais previsibilidade. Além disso, a digitalização das operações logísticas e o avanço dos serviços integrados de gestão de frotas devem tornar o processo de contratação e controle mais acessível.
Para Dineis, a tendência é que o seguro se torne cada vez mais estratégico. “Mais do que um contrato, ele representa uma política de proteção integrada à gestão das transportadoras. Contribui para a segurança, continuidade e competitividade de um setor que movimenta boa parte da economia brasileira sobre rodas”, afirma.
Mesmo assim, o equilíbrio entre segurança e custo operacional segue como principal desafio. Transportadoras menores pedem linhas de crédito específicas e modelos de apólices flexíveis, enquanto embarcadores pressionam por previsibilidade nos valores dos fretes. O consenso, porém, é que a regulamentação reforça a necessidade de profissionalização e planejamento no setor.
O transporte rodoviário de cargas, que já enfrenta desafios como infraestrutura deficiente e alto custo de combustível, ganha agora um novo fator na equação. Se bem implementada, a regra pode representar um passo importante rumo a uma cadeia logística mais segura, moderna e sustentável.
Enquanto o mercado se adapta, uma coisa é certa: o seguro — antes visto como opcional — passa a ocupar papel central na proteção de quem move o Brasil sobre rodas. E, como lembra Dineis, “no transporte, o risco é inevitável. Mas o prejuízo, não precisa ser.” Há consenso de que a medida reforça a segurança, a formalidade e a proteção jurídica, mas o custo adicional e a complexidade de adaptação são os principais pontos de preocupação entre transportadores menores.
A suspensão do RNTRC como penalidade, se aplicada rígida e precocemente, pode gerar rupturas graves na cadeia de transporte, especialmente para quem opera com margens baixas. Mas e você, o que acha dessa norma? Participe com a gente.

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