O Volvo FMX, caminhão da marca voltado para as operações severas e fora de estrada, está completando 10 anos desde seu lançamento, em 2010. Segundo a Volvo o modelo tem tido boa participação de mercado, graças às suas configurações versáteis, ao trem de força e à transmissão I-Shift automatizada reforçada, que suporta o arranque do caminhão puxando até 250 toneladas. O motor Volvo pode ter potência de 380 até 540 cavalos.

De acordo com a Volvo, antes, do FMX, outros modelos da marca já eram considerados referência em algumas operações fora de estrada. Mas em 2010, a partir das sugestões dos operadores, a marca decidiu lançar um caminhão especialmente projetado para as severas condições desse segmento. “O Volvo FMX é um divisor de águas no mercado de caminhões. Rapidamente se tornou referência para frotistas e também para os motoristas. Com ele, a marca teve crescimento expressivo no segmento off road, no mundo todo”, afirma Alcides Cavalcanti, diretor executivo de caminhões da Volvo no Brasil.

Feito para ralar

O FMX traz reforços em todo o projeto e estrutura. Ele tem pino de reboque de alta resistência, proteção de faróis, degraus antiderrapantes e uma escada atrás da cabine, acesso ao implemento. Também são reforçados os para-choques e o protetor de cárter.

Em 2014, chegou a nova geração do FMX ao Brasil. A cabine ganhou um novo design externo, inspirada na atualização feita no Volvo FH, naquele mesmo ano. Além disso, vários de seus componentes foram reprojetados. Uma nova suspensão aumentou a altura do solo para 300 mm e o pino de reboque foi redimensionado para 32 toneladas.

A caixa de transmissão I-Shift não é a mesma que equipa a família rodoviária FH. Ela tem com componentes mais reforçados. “Podemos chamar de ‘I-Shift Off Road’, específica para a severidade da operação fora de estrada”, afirma Jeseniel Valério, gerente de engenharia de vendas de caminhões da Volvo. A I-Shift do FMX conta com softwares específicos, ajustados a operação, seja mineração/construção ou cana/florestal. Isso possibilita uma condução melhor mesmo em terrenos acidentados e com topografia acentuada, com alto nível de produtividade e conforto ao motorista.

Esta versão tem marchas super-reduzidas que permitem puxar uma composição de até 250 toneladas e também possibilita rodar em velocidades muito baixas, até meio quilômetro por hora, com precisão para algumas operações.

Hexatrem brasileiro

No Brasil, o FMX é muito utilizado no transporte de cana picada, nas operações de reflorestamento, na mineração e na construção pesada. Foi aqui que o FMX ganhou uma aplicação especial que chamou a atenção de todos: a Suzano Papel e Celulose usa o caminhão para tracionar uma composição “Hexatrem” de 52 metros de extensão, com seis semirreboques, totalizando 250 toneladas. A carga é formada por toras de eucalipto. “Os caminhões Volvo sempre foram referência em operações severas. Mas com o FMX, a marca chegou no mais alto patamar em robustez e resistência. Temos vários relatos de clientes atestando que nenhum outro caminhão aguenta as condições que o FMX suporta”, afirma Jeseniel Valério.

Redação Planeta Caminhão


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