EXAME OBRIGATÓRIO

Por que o exame toxicológico é importante?

A obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais, implantada há pouco mais de três anos, já conseguiu reduzir em mais de 38% o número de acidentes nas estradas federais de todo o país. Isso mesmo, 38%. Esta informação mostra como o uso de bebida e drogas ao volante é realmente a causa de muitos acidentes com mortes nas rodovias.

A medida também fez com que mais de 230 mil motoristas profissionais mudassem de categoria ou não renovassem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma peneira, separando quem usa drogas para dirigir de quem não usa.

E os dados mostram mais: a Polícia Rodoviária Federal fez um estudo que apresentou que o número de acidentes com caminhões no ano passado baixou de 18 mil para 11 mil. Estão aí os 38% de redução.

Legislação

A obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas com CNH nas categorias C, D e E tornou-se uma norma pela Lei Federal 13.103/15 já devidamente regulamentada pelo (Conselho Nacional de Trânsito (Contran e pelo Ministério do Trabalho. Ela passou a valer de 2 de março o ano passado para a emissão e renovação da CNH, na pré-admissão e no desligamento de motoristas profissionais de todo o país.

Sua adoção foi a primeira medida para combater o uso de drogas por condutores, desde que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, em janeiro de 1998. Ela define que o motorista faça uma renovação da carteira de 60 em 60 meses meses, determinação essa que vai cair para 30 meses em 2018.

Trânsito que mata

No Brasil, a cada hora, cinco pessoas morrem vítimas de acidentes de trânsito e 59 ficam inválidas. Em 2015, segundo dados da Polícia Federal, levantados para um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o trânsito matou 42,5 mil pessoas, deixando 515,7 mil feridos graves. Esses números dão ao Brasil a medalha de bronze da violência no trânsito, ficando apenas atrás da China e da Índia. Nas estradas federais, os veículos pesados, que respondem por apenas 4% da frota nacional, estão envolvidos em 51% dos acidentes fatais, dos quais 43% envolvem caminhões e 8% ônibus.

O estudo comprovou que estes números elevados são consequência de uma combinação fatal: fadiga, jornadas excessivas e uso de drogas por parte dos motoristas profissionais.

Vale a pena dirigir corretamente e não usar nenhuma substância. Sua vida é muito mais valiosa do que qualquer frete.

Leonardo Andrade – Editor-chefe do Planeta Caminhão
leonardo@planetacaminhao.com.br


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