O 1° CAMINHÃO ARGENTINO

A história do primeiro caminhão nacional produzido na Argentina

 

El Chico – Primeiro caminhão nacional produzido na Argentina.

Sabemos que o Brasil é um país que tem o transporte predominantemente rodoviário. A aceleração do desenvolvimento do país de um século para cá teve os caminhões como protagonistas desta história. Para nossos vizinhos hermanos, a história também não é diferente – o transporte argentino rodoviário tem grande importância no país.

Porém, a história do primeiro caminhão produzido no país é bem diferente da nossa e  tem um personagem importante: El Chico, o primeiro caminhão nacional produzido na Argentina.

O El Chico foi feito em uma fábrica destinada à produção de armas. Exatamente – de armas a caminhões.

Qual é a relação entre os dois? Nossos colegas do site 24con.com contam a história:

O período das guerras contribuiu para o desenvolvimento das indústrias argentinas, principalmente aquelas com atividades relacionadas à metalurgia.

Após diversas viagens à Europa, o engenheiro Carlos Ballester obteve licença para fabricação local dos caminhões da empresa Hispano-Suiza (montadora espanhola de carros de luxo, caminhões e motores de avião).

Com isso, no ano de 1925, foi criada a Hispano Argentina Fábrica de Automóviles Sociedad Anónima (HAFDASA), empresa integrada por Carlos Ballester e seu sócio Eugenio Molina. Antes de ingressarem no ramo automobilístico, Carlos e Eugenio eram conhecidos por serem proprietários de uma fábrica de armas semiautomáticas que se tornou fornecedora para o exército argentino. Esta mesma planta deu lugar à HAFDASA.

A empresa iniciou suas atividades com a fabricação de motores à gasolina, que podiam ser adaptados para veículos de passageiros e também de carga. Algum tempo depois, Carlos Ballester Molina (filho de Carlos Ballester) deu início ao desenvolvimento de um motor a diesel, o qual era, inclusive, novidade na Europa. No ano de 1939, a HAFDASA havia desenvolvido três versões do seu motor a diesel: o D1 foi destinado a veículos de pequeno porte, e os D2 e D3 foram feitas para veículos de carga.

El Grande - Caminhão com o motor V3

El Grande – Caminhão com o motor D3 da HAFDASA

Após o desenvolvimento dos motores, chegou a hora de desenvolver o caminhão. E assim nasceu o primeiro caminhão nacional argentino, o El Chico, com motor D2, seis cilindros e 95 cavalos de potência, com tração nas quatro rodas. Posteriormente, para segmentos maiores, veio o El Grande, com motor D3 de seis cilindros, 150 cavalos de potência e tração 6×6 (aliás, este caminhão detém um título bastante curioso: foi o primeiro caminhão 6×6 do mundo – e feito na América do Sul).

Todos os veículos desenvolvidos por eles eram compostos quase 100% de peças nacionais, com exceção das bombas injetoras que eram da alemã Bosch.

O relacionamento próximo com o exército, firmado na época de fornecimento de armas, trouxe bons frutos para a HAFDASA, já que logo forneceram a frota de caminhões das Forças Armadas. Porém, os negócios deixaram de prosperar, pois com o início da segunda guerra, o aço tornou-se escasso, inviabilizando a produção dos veículos que em 1942 teve de ser descontinuada.

A empresa voltou a focar seus esforços na produção de armas e, em 1953, encerrou suas atividades.


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