Quem trabalha ou curte caminhão, sem dúvida já observou que os caminhões nos EUA possuem amplas cabines e modelos bicudos. Mas, no Brasil, veículos com essas características não são comuns de ver nas estradas, por conta de diferenças na legislação.

Quer saber mais? Então continue sua leitura e entenda mais sobre o que diz as legislações dos caminhões nos EUA e no Brasil sobre o assunto!

Legislações dos caminhões nos EUA x Brasil

Basicamente, o que explica o fato de não vermos caminhões com cabine do tipo americana rodando nas estradas brasileiras é porque a legislação que define a dimensão desse veículo nos dois países é distinta.

Nos EUA, cada estado possui uma legislação própria. E, por isso, as dimensões totais que se permite para um caminhão costumam variar bastante. Mas, no geral, a legislação americana considera na dimensão total do caminhão apenas a carreta, sem o cavalo mecânico. Com isso, é possível ver caminhões rodando com cabines mais espaçosas do que as que se veem no Brasil.  Essa forma de dimensionar os caminhões americanos é adotada, pois o que se prioriza nesse caso é o conforto que a cabine proporciona ao caminhoneiro.

Por outro lado, no Brasil, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que é a entidade responsável por estabelecer essa dimensão, estabelece, a partir do artigo 1º da Resolução n°12/98, que a dimensão total do caminhão é composta pelo conjunto Cavalo + Carreta.

Ou seja, a legislação brasileira mede o cavalo mecânico e a carreta como um todo e não separadamente. Sendo assim, veículos simples no Brasil devem ter uma dimensão máxima de 14metros, já veículos romeu e julieta podem ter até 19,80m. Os veículos com semirreboque podem ter até 18,60 metros, enquanto bitrens podem medir 19,80 metros sem AET. Acima disso, há particularidades de acordo com o conjunto, sendo necessária a AET.

Por que então não reduzir a carreta e elevar o tamanho da cabine?

Muitos motoristas se questionam porque os fabricantes não adotam as cabines americanas, o que exigiria redução da carreta dependendo da configuração do conjunto. Afinal, cabines estendidas proporcionam um maior conforto e alguns acreditam oferecer mais segurança.

Contudo, alguns fatores acabam pesando contra para as montadoras não adotarem esse modelo com carreta mais curta e cabine bicuda. Um deles é o fato de que carreta menores se tornam economicamente inviáveis para quem trabalha com transporte de cargas.

Isso porque, ao reduzir a carreta e expandir a cabine, há um ganho em comodidade para o motorista. Em contrapartida, diminui-se o espaço no caminhão para o armazenamento de mercadorias. Com isso, menos insumos podem ser transportado o que gera menos ganhos para os caminhoneiros e empresas de frotas que operam nesse segmento.

Legislação vigente

Outro fator que pesa contra é a questão das normas vigentes no país. Como existe uma legislação vigente acerca do dimensionamento adequado para os caminhões, fabricar modelos que vão de encontro as essas normas não representam um bom negócio, já que estes veículos tornariam-se veículos para nichos específicos.

Portanto, considerando todos estes fatores, fica fácil entender o porquê não é possível ver caminhões com as cabines americanas circulando pelas estradas brasileiras.

Mas e você, o que acha sobre o assunto? Acredita que adotar o uso dos caminhões americanos, com carretas menores e cabines estendidas seria uma boa ideia no Brasil? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe conosco sua opinião sobre o assunto!

REDAÇÃO PLANETA CAMINHÃO

 


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