A Nikola, start up norte americana, apresentou no fim do ano passado seu terceiro modelo de caminhão elétrico e, com isso, se colocou definitivamente nesse mercado como uma importante opção para o futuro dos pesados.

CONHEÇA OS CAMINHÕES NIKOLA
Nikola One, primeiro caminhão da start-up norte americana.

Os veículos, movidos com células de hidrogênio são criados através de tecnologia avançada, ainda nova para a indústria e, sua aplicação, faz com que os caminhões Classe 8 (designação norte americana para caminhões com sete ou mais eixos, reboques ou semi reboques) da Nikola estejam entre as soluções mais interessantes que se aproximam do mercado.

Nikola Two

Os modelos Nikola One Sleeper e o Nikola Two Day-Cab tem produção prevista para o final de 2022 e atenderão ao mercado norte americano. Já o Nikola Tre, que atenderá o mercado europeu, tem previsão de produção para 2023.

Nikola Tre

Os três são produzidos sobre a mesma plataforma (os modelos One e Two também possuem o mesmo design externo) e prometem autonomia de até 1,2 mil quilômetros.

Como funciona o Nikola

Quando lançou seu primeiro protótipo, Trevor Milton, fundador e diretor executivo da start up afirmou que, “para ser eficiente, os caminhões tinham que ser diferentes” e é isso que ele busca entregar com seu veículos.

O Nikola é um caminhão elétrico que utiliza células de hidrogênio como combustível para rodar. Explicar o funcionamento dele não é matéria simples. No entanto, de maneira bem básica, é um processo químico, onde os íons positivos do hidrogênio se convertem em energia elétrica a partir de uma reação com o oxigênio. Através desse “choque” entre o hidrogênio e o ar, cria-se uma corrente elétrica, que alimenta as baterias de íon de lítio de 250 KWh.

A eletricidade gerada é enviada para as baterias, onde é armazenada. Essas baterias distribuem a energia para os motores elétricos do caminhão, conforme a necessidade. Dessa forma, cria-se a força necessária para mover o veículo.

O resultado da reação libera vapor de água, que não polui o meio ambiente.

A diferença nos motores elétricos movidos a hidrogênio está, principalmente, na rapidez para o “abastecimento” que, segundo a Nikola, leva de 10 a 15 minutos e na autonomia, que pode chegar a quase 2 mil quilômetros dependendo da aplicação do veículo.

1 – um conjunto de radiadores e unidades de refrigeração do motor, células de combustível, transmissões, baterias e cabine
2 – eixos frontais, onde são montados dois motores elétricos e transmissões
3 – controladores de operação da célula de combustível e carga da bateria
4 – tanques de hidrogênio
5 – resfriador para as baterias e tanques de ar para freios a disco
6 – células de combustível com saída de 300 kW
7 – sistema de baterias de 32.000 células individuais de íons de lítio
8 – suspensão para motor elétrico traseiro e caixas de câmbio
9 – acoplamento de alumínio para conexão de um semi reboque

As baterias dos caminhões Nikola são empilhadas verticalmente atrás da cabine e os principais componentes do sistema da célula de combustível ocupam menos espaço do que a transmissão e um motor diesel convencional.

Baterias alinhadas verticalmente atrás da cabine do Nikola.

Fazem parte desse sistema: motor elétrico, transmissão de velocidade única, controladores e células de combustível.

Plataforma diferenciada

Os motores (que são instalados diretamente nos eixos), transmissão e tanques de hidrogênio são montados em uma plataforma que fica abaixo da cabine.

NIKOLA ONE
Plataforma que agrupa os sistemas do veículo fica abaixo da cabine.

Essa plataforma elimina a necessidade de um capô longo na frente do motorista e deu a Steven Jennes, designer chefe da Nikola, quase um metro de espaço extra para criar soluções diferentes.

NIKOLA TRE
Espaço da plataforma no Nikola Tre.

A grande sacada de Jennes, foi levar o compartimento do motorista para a frente dos caminhões norte americanos. Dessa forma, ele também projetou uma porta no meio do veículo, que separa a cabine em dois ambientes.

Imagem ilustrativa do interior do Nikola Two, com o espaço da porta dividindo a cabine em dois ambientes.

No Nikola Two o espaço, que chega a cinco metros, pode se tornar um escritório, com uma mesa e poltrona embutidas na parede traseira da cabine. Ele também pode ser personalizado com outros equipamentos, incluindo um conjunto de beliches e um sistema de TV e vídeo.

No chassi do Nikola One, esse espaço extra chega a cinco metros e meio e pode ser usado para um compartimento com cama e móveis, como um pequeno quarto.

NIKOLE TRE INSIDE
Imagem que ilustra a parte interna do Nikola Tre

O Tre, que tem a menor cabine por causa do seu design, também compartilha do mesmo tratamento interno e da tecnologia existente nos outros dois modelos.

Design externo

O projeto da cabine do Nikola imita os trens-bala. Ela possui um enorme para-brisa contínuo, que vai da frente até a lateral do veículo. Além disso, as linhas curvas inventivam o fluxo de ar, para melhorar a eficiência de combustível.

NIKOLA TWO
Entrada de ar no teto do Nikola Two.

No teto da cabine, uma entrada de ar melhora a aerodinâmica do caminhão, além de pegar o ar da estrada para resfriar a cabine e partes do trem de força.

Freios

Os caminhões Nikola utilizam um sistema de ativação eletrônica de frenagem a ar, desenvolvido pela empresa Wabco Holdings. O sistema envia um sinal digital instantâneo quando o motorista pisa no pedal do freio, que começa a funcionar em milissegundos.

De acordo com a empresa, as distâncias de parada são de 9 a 18 metros menores do que em um sistema de freio pneumático padrão. Além disso, o sistema utiliza frenagem regenerativa, usando o atrito dos motores elétricos para desacelerar o eixo de tração, enquanto gera eletricidade que é armazenada na bateria.

Eixos

Os caminhões Nikola utilizarão os eixos eAxles, da Bosch, que são eletricamente acionados. Cada veículo pode ser configurado com um ou dois eixos acionados. Cada eAxle tem dois motores refrigerados, um para cada roda. Dessa forma, o motorista pode escolher em qual roda e eixo jogar mais potência, para realizar alguma manobra específica.

Cada motor de 800 volts fornece 250 cavalos de potência de pico, para 500 cavalos de potência por eixo motor, ou até 1.000 cavalos de potência e 2700 Nm de torque para uma configuração de dois eixos.

Dirigibilidade

A direção assistida eletrônica do Nikola é outra contribuição da Bosch nos veículos e uma das primeiras em um caminhão Classe 8. Ela é a base para inúmeros sistemas de segurança e condução autônoma, como a centralização na pista, que dependem da direção controlada eletronicamente.

Cabine

Os caminhões Nikola possuem cabines com aspecto de luxo. O banco do motorista se assemelha muito mais ao de um automóvel de luxo do que o de um caminhão. Os pisos são de tábuas de madeira falsa, o painel é acolchoado e a instrumentação é completamente digital.

NIKOLA TRE INSIDE
Detalhes luxuosos em imagem ilustrativa do Nikola Tre.

Em vez de um painel com indicadores, o motorista olha para duas telas de informações. A primeira, de 14 polegadas, exibe velocidade, pressão dos pneus e outras informações operacionais. Já a segunda, de 21 polegadas, tem controles climáticos, sistema de áudio e também exibe mapeamento por GPS, informações de consumo de energia e dados e diagnósticos do veículo.

Outras tecnologias do Nikola

Os caminhões elétricos da start-up norte americana também busca inovação nos retrovisores. Ao invés de espelhos laterais, os caminhões são equipados com um sistema digital de câmeras e visores, que fornecem ao motorista a visão do seu entorno.

Concepção artística do espaço interno do Nikola com as telas que funcionam como retrovisores.

O sistema, também desenvolvido pela Bosch e pelo especialista em visão digital Mekra Lang, muda a visão conforme o caminhão e o reboque giram ou revertem, proporcionando ao motorista maior visibilidade. Porém, a novidade ainda aguarda a aprovação dos órgãos reguladores de segurança.

No sistema de iluminação, o Nikola contará apenas com luzes de LED, que utiliza menos energiar, um recurso valioso para um caminhão elétrico.

Visual da iluminação do Nikola One.

Inicialmente células de combustível de hidrogênio fornecerão energia para a maioria dos caminhões Nikola. Mas a empresa diz que vai construir versões de bateria elétrica de seus modelos de cabine diurna para os clientes que desejarem. De acordo com a empresa, os componentes do trem de força elétrico são comuns aos caminhões movidos a hidrogênio e a bateria.


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